deco quer retirar do mercado algumas pinturas usadas por crianças no carnaval

A associação de defesa do consumidor Deco revelou esta segunda-feira que há pinturas faciais para crianças à venda com ingredientes desaconselhados para a saúde e vai denunciar a ausência de lista de ingredientes nestes produtos à Autoridade do Medicamento.

De acordo com a Deco, numa amostra de nove produtos de maquilhagem para crianças usados no Carnaval, todos incluíam ingredientes desaconselhados para a saúde ou desrespeitavam as regras de rotulagem.

Na visita feita a algumas lojas entre os dias 10 e 13 deste mês, a Deco verificou que a lista de ingredientes obrigatória nestes produtos, por poderem conter químicos capazes de causar reacções alérgicas e irritações em peles mais sensíveis, não estava indicada na embalagem de alguns deles.

“Ainda não havia muita oferta, nomeadamente nos supermercados. A pesquisa não foi exaustiva, mas reunimos uma amostra de nove produtos que não cumprem os nossos requisitos, por conterem ingredientes suspeitos de provocar doenças. Além disso, três [dos nove] não incluíam a lista de ingredientes, o que viola a lei”, refere a Deco numa nota disponível no seu site na internet, sublinhando que vai denunciar o caso ao Infarmed para que os produtos sejam retirados do mercado.


“Se há suspeitas sobre a segurança dos ingredientes, porque são usados nos cosméticos”, questiona a Deco, que frisa que “ainda não existem estudos que comprovem de forma inequívoca os efeitos negativos dessas substâncias”. Além disso, insiste, “vários factores influenciam o impacto desses ingredientes na saúde, como o grau de exposição, de absorção ou até a sua formulação química”.

“Até que os estudos eliminem todas as dúvidas sobre a segurança de tais substâncias, seguimos o princípio da precaução. Para diminuir possíveis impactos negativos na saúde, desaconselhamos o uso de cosméticos com estes ingredientes, principalmente em crianças (em que a taxa de absorção pode ser maior) e em produtos que ficam na pele (o que contribui para uma maior absorção)”, acrescenta.

Como exemplo de ingredientes desaconselhados nas pinturas faciais a Deco aponta os parabenos Propyl e Buthylparaben, usados como conservantes em cosméticos e em produtos de higiene corporal. “Suspeita-se que alguns atuem como desreguladores endócrinos e contribuam para o aparecimento de problemas hormonais e doenças, como diabetes e infertilidade”, recorda a Deco.


vendas de ritalina duplicaram em sete anos

As vendas do medicamento habitualmente utilizado para tratar perturbações de hiperactividade e défice de atenção (PHDA), o metilfenidato, cuja designação comercial é ritalina, duplicaram entre 2010 e 2016. Segundo o Jornal de Notícias deste domingo, em 2010 venderam-se 133 mil embalagens daquele que é conhecido como “comprimido da inteligência”, porque ajuda as crianças a concentrarem-se e a melhorarem os seus resultados escolares. Um número que mais que duplicou em 2016, quando as vendas rondaram as 270 mil embalagens.

Ainda assim, o diário, que cita dados fornecidos pela consultora QuintilesIMS e pelo Infarmed (a autoridade que regula e supervisiona o mercado dos medicamentos) nota que em 2016 houve uma descida de vendas face a 2015, quando o número de embalagens vendidas atingiu as 283 mil. No entanto, o JN também nota que surgiu no mercado uma nova molécula para tratar as mesmas perturbações, a atomoxetina, cujas vendas mais que duplicaram de quatro mil embalagens em 2015 para nove mil em 2016.

“São muitas as crianças medicadas porque foram consideradas desatentas e problemáticas. O que era excepção tornou-se habitual”, declarou o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos de Escolas Públicas, Filinto Lima, considerando que se trata de “um exagero”.

“Só em casos extremos se deveria recorrer a fármacos”, disse ao JN o bastonário da Ordem dos Psicológos, Francisco Miranda Rodrigues. O especialista defende que o efeito da medicação “não proporciona uma mudança de comportamento” e sustenta que a intervenção psicológica nas crianças poderia corrigir grande parte dos problemas.


O responsável pelo Programa Nacional para a Saúde Mental, Álvaro Carvalho, adiantou que o tema é motivo de preocupação e adiantou que há muitos pais que se queixam aos médicos que os filhos são hiperactivos, instáveis ou irrequietos. Mas o psiquiatra frisou que “o sofrimento mental na criança é muito inespecífico” e que estas podem apresentar “os mesmos sintomas para uma grande variedade de situações”, pelo que não significa forçosamente que tenham PHDA.

O responsável pela consulta de hiperactividade no Centro de Desenvolvimento em Coimbra, José Boavida Fernandes, defende que o metilfenidato pode ser um protector social da criança ao evitar outros comportamentos problemáticos. Se a perturbação existe e afecta a vida da criança por um longo período de tempo, o melhor é medicar, mas é preciso fazer um bom diagnóstico e evitar os “maus usos da medicação”, alerta.

O pediatra também assegura que “o metilfenidato tem um padrão de segurança e eficácia enorme” e que “não há um único estudo científico que alerte para efeitos negativos e já lá vão mais de 50 anos de uso”. 


o problema dos diagnósticos psiquiátricos feitos pela net, em casa

Todos os estudantes de medicina se lembram de ter reconhecido por vezes, neles mesmos, alguns sintomas das doenças que vão lendo nos livros e revistas médicas. É quase inevitável que isso aconteça. E pode ser até positivo para quem tem mais tarde de saber perceber essa inquietação nos outros.

O ‘problema’ é que os outros agora não são os utentes, são os pais deles, que ‘surfando’ na net têm acesso fácil à informação médica. A maneira como tudo foi ‘medicalizado’, ‘psicologizado’ e até ‘psiquiatrizado’ nos tempos globais, e a ansiedade com que são lidas estas listas de sinais e sintomas por pais obviamente impreparados, podem fazer sugerir um diagnóstico, muitas vezes muito fácil de pôr mas muito difícil de tirar. Hiperactividade, Síndrome de Asperger e Doença Bipolar são exemplos demasiado frequentes no nosso dia-a-dia. Infelizmente.

A origem da classificação diagnóstica

A divulgação destas patologias terá começado com Robert Spitzer, convidado para preparar a 2.ª edição do DSM, o catálogo de doenças dos psiquiatras americanos. Que conheceu um enorme êxito. Spitzer acompanhou durante décadas o fracasso das sucessivas psicoterapias da sua mãe, e chegou a dizer que ‘desde sempre gostou de classificar pessoas’. Foi isso que ele fez de facto ao coordenar um grupo grande de médicos, encarregá-los de reunir conjuntos de manifestações psicológicas e atribuir-lhes relevância diagnóstica e estatuto psiquiátrico.

A necessidade era grande, como lembrava Eric Kandel, prémio Nobel da Medicina, de fazer os técnicos de saúde mental procurar critérios objectivos de classificação das perturbações e criar uma linguagem comum que permitisse comparar, discutir entre pares e investigar. Algo que a prática psiquiátrica da altura chegava a desaconselhar. Mas o que se perdeu nesta ‘fúria’ classificadora de manifestações, consideradas agora patológicas, foi a necessidade de procurar as causas das coisas pela anamnese e pela compreensão dos contextos e da história pessoal de cada um. Tudo foi isso varrido para debaixo do tapete, e o importante seria apenas atribuir estatuto nosológico. A partir daí surgiriam, como surgiram, as directrizes de tratamento.

Da classificação diagnóstica à intervenção

Quem olha para a classificação internacional destas perturbações perceberá o que resultou desta não procura das causas dos sintomas: coisificação em estatuto de doença, necessidade de intervenção farmacológica, eternização dos problemas ao longo da vida. As dificuldades passam a ter um nome, a situação tem tratamento farmacológico, mudar algo no ambiente da criança ou jovem não é tão prioritário.

Um exemplo que se encontra repetidamente é mesmo o de pais que procuram ajuda para as mudanças súbitas de humor e as alterações de comportamento, em casa e na escola, dos seus filhos. E daqui até trazer um conjunto, por vezes escrito, de sintomas à consulta, e iniciar terapêutica neuroléptica (anti-psicótica) ou moduladora do humor, está um curto passo fácil de dar, e muito frequente.

A informação considerada relevante, em face das birras repetidas, não é o que as pode ter provocado, como se habituaram os adultos a reagir a elas, ou que papel potenciador pode ter o próprio alarme que provocam em casa e na escola. Relevante é apenas a sua duração, manifestações e frequência, com informações rigorosas cronometradas e até registos vídeo gravados no telemóvel. A pergunta já não é porquê, é quanto. A violência de alguns dos episódios (‘quantas pessoas foram precisas para agarrar’) apaga mesmo a memória da maneira como tudo surgiu.

A medicação pode e deve ser usada, mas nunca sem um esforço continuado e sempre repetido de questionar o que se está a fazer. Porque se dada no desconhecimento da história pessoal e das circunstâncias da criança ou jovem facilmente ignora o reconhecimento de que pode haver mais para perceber. E esquecer todas as outras coisas, como a questão dos afectos que precise de ser abordada, ou as rotinas que tiram o tempo de sono numa altura em que há cada vez mais ruído, e imagem, e se adormece mais tarde. Medicar porque as manifestações ocorrem com uma frequência superior a x dias por semana durante mais de x meses, como sugerido pelas tabelas diagnósticas, será então apenas desistir de pensar, e de tentar mudar, o que pode estar por detrás delas. Para medicar de forma continuada é preciso que haja esta reflexão.

(*) Neurologista Pediátrico. CADIn – neurodesenvolvimento e inclusão


 

 

 


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Em janeiro de 2017 entra em vigor um novo Programa Nacional de Vacinação – PNV 2017. Sublinhando a importância da vacinação ao longo do ciclo de vida, a atualização do PNV consiste em novos esquemas vacinais gerais, em função da idade e do estado vacinal anterior e ainda esquemas vacinais específicos para grupos de risco ou em circunstâncias especiais.

Entre as principais alterações a assinalar:

  • Aos 2 e aos 6 meses de idade a vacina contra hepatite B, a vacina contra a doença invasiva por Haemophilus influenzae, a vacina contra a difteria, tétano e tosse convulsa e a vacina contra a poliomielite, são administradas com uma vacina hexavalente; 
  • Aos 5 anos de idade faz-se a segunda dose de vacina combinada contra o sarampo, parotidite epidémica e rubéola;  
  • Aos 10 anos de idade, as raparigas fazem a primeira dose de Hpv9 (vacina contra infeções por vírus do Papiloma humano de 9 genótipos); 
  • As mulheres grávidas, entre as 20 e as 36 semanas de gestação, são vacinadas contra a tosse convulsa com a vacina contra o tétano, difteria e tosse convulsa;
  • Os reforços da vacina contra o tétano e difteria em adolescentes e adultos, ao longo da vida, são alterados: a primeira dose aos 10 anos de idade, continuação com reforços aos 25, 45, 65 anos de idade, e posteriormente, de 10 em 10 anos.  
  • Às pessoas com risco acrescido para determinadas doenças, recomendam-se ainda as vacinas: contra tuberculose, infeções por Streptococus pneumoniae e doença invasiva por Neisseria meningitidis.

Para saber mais consulte a Norma nº 016/2016 de 16/12/2016 – Programa Nacional de Vacinação – PNV 2017

maioria das intoxicações alimentares provocadas em locais públicos

Mais de 400 pessoas sofreram intoxicações alimentares em Portugal em 2015, a maioria por consumo de alimentos fora de casa, segundo uma investigação dos departamentos de Alimentação e Nutrição e de Doenças Infecciosas do Instituto Ricardo Jorge.

De acordo com o estudo, o tratamento térmico inadequado, prazos ultrapassados e ocorrência de contaminações cruzadas continuam a ser os factores que mais contribuem para a ocorrência de surtos de intoxicações alimentares.

O estudo do Instituto Ricardo Jorge analisou dados de 20 surtos de intoxicação alimentar ocorridos em Portugal em 2015, tendo sido afectadas 421 pessoas, das quais 96 foram hospitalizadas.

De 2010 a 2015 foram registados 62 surtos, que resultaram em 1485 intoxicações e 171 hospitalizações. Segundo a investigação laboratorial, não foram reportados óbitos.

O local onde os alimentos foram consumidos ou onde ocorreu uma ou mais etapas finais de preparação foi identificado em 90%dos surtos: 75% em locais públicos (instituições, residenciais, cantinas, bares de escolas, colégios, infantários, creches, restaurantes, hospitais, lares de idosos) e 25% em casa, ou seja todos os doentes envolvidos pertenciam ao mesmo agregado familiar. 


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Em janeiro de 2017 entra em vigor um novo Programa Nacional de Vacinação – PNV 2017. Sublinhando a importância da vacinação ao longo do ciclo de vida, a atualização do PNV consiste em novos esquemas vacinais gerais, em função da idade e do estado vacinal anterior e ainda esquemas vacinais específicos para grupos de risco ou em circunstâncias especiais.

Entre as principais alterações a assinalar:

  • Aos 2 e aos 6 meses de idade a vacina contra hepatite B, a vacina contra a doença invasiva por Haemophilus influenzae, a vacina contra a difteria, tétano e tosse convulsa e a vacina contra a poliomielite, são administradas com uma vacina hexavalente; 
  • Aos 5 anos de idade faz-se a segunda dose de vacina combinada contra o sarampo, parotidite epidémica e rubéola;  
  • Aos 10 anos de idade, as raparigas fazem a primeira dose de Hpv9 (vacina contra infeções por vírus do Papiloma humano de 9 genótipos); 
  • As mulheres grávidas, entre as 20 e as 36 semanas de gestação, são vacinadas contra a tosse convulsa com a vacina contra o tétano, difteria e tosse convulsa;
  • Os reforços da vacina contra o tétano e difteria em adolescentes e adultos, ao longo da vida, são alterados: a primeira dose aos 10 anos de idade, continuação com reforços aos 25, 45, 65 anos de idade, e posteriormente, de 10 em 10 anos.  
  • Às pessoas com risco acrescido para determinadas doenças, recomendam-se ainda as vacinas: contra tuberculose, infeções por Streptococus pneumoniae e doença invasiva por Neisseria meningitidis.

Para saber mais consulte a Norma nº 016/2016 de 16/12/2016 – Programa Nacional de Vacinação – PNV 2017

petição contra o peso das mochilas: "espero que não caia em saco roto"

O actor José Wallenstein, um dos promotores da petição pública contra o peso das mochilas escolares, apelou nesta sexta-feira ao secretário de Estado da Educação, João Costa, que “reflicta e recue” na posição que defendeu nesta sexta-feira quando, em declarações à TSF, considerou que “não vale a pena ter um despacho a dizer que mochilas devem ter um peso tal e depois não ter uma balança à porta das escolas para avaliar o peso das mochilas”.

Estas declarações foram proferidas poucas horas antes de ser entregue no Parlamento a petição sobre as mochilas escolares, que recolheu 48 mil assinaturas num mês, e onde se apela à adopção de “uma legislação, com carácter definitivo, que veicule que o peso das mochilas escolares não deve ultrapassar os 10% do peso corporal das crianças”. Devido ao número de assinaturas, esta petição terá obrigatoriamente de ser debatida pelo Parlamento.

“O sr. Secretário de Estado corre o risco de estar a ser conivente com a continuação da degradação da saúde e bem-estar” das crianças e jovens, disse ao PÚBLICO José Wallenstein, que aconselhou também João Costa a deixar “que o processo de discussão pública decorra com toda a normalidade”. “Espero que a petição não caia em saco roto. Apesar de tudo, quero acreditar que vivo numa democracia, onde os cidadãos têm direito à indignação e a expressarem os seus problemas”, disse o actor.


Nas declarações à TSF, João Costa afirmou também que o Governo “está muito receptivo” para analisar a petição “com o maior cuidado”. “Só uma decisão política e a existência de legislação pode pôr fim a este problema, que está detectado desde 2003, mas nunca foi resolvido”, frisa Wallenstein.

Na petição que foi entregue nesta sexta-feira lembra-se que um estudo da DECO, realizado em 2003, dava conta de que mais de metade das crianças do 5.º e do 6.º anos de escolaridade transporta peso a mais nas suas mochilas escolares. Foram pesadas 360 crianças e as respectivas mochilas escolares, em 14 escolas públicas e privadas.

“Os nossos filhos não podem andar com o mundo às costas”, refere-se na petição, onde também se lembra que “as crianças que transportam regularmente peso excessivo às costas são as que têm mais probabilidade de desenvolver deformações ao nível dos ossos e dos músculos”. “Quanto mais pesada for a mochila, maior probabilidade de problemas de saúde terá”, alerta-se no documento, que conta com o apoio, entre outros, da Confederação Nacional das Associações de Pais, da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação, da Sociedade Portuguesa de Neuropediatria, da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia e da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral.


petição contra o peso das mochilas: "espero que não caia em saco roto"

O actor José Wallenstein, um dos promotores da petição pública contra o peso das mochilas escolares, apelou nesta sexta-feira ao secretário de Estado da Educação, João Costa, que “reflicta e recue” na posição que defendeu nesta sexta-feira quando, em declarações à TSF, considerou que “não vale a pena ter um despacho a dizer que mochilas devem ter um peso tal e depois não ter uma balança à porta das escolas para avaliar o peso das mochilas”.

Estas declarações foram proferidas poucas horas antes de ser entregue no Parlamento a petição sobre as mochilas escolares, que recolheu 48 mil assinaturas num mês, e onde se apela à adopção de “uma legislação, com carácter definitivo, que veicule que o peso das mochilas escolares não deve ultrapassar os 10% do peso corporal das crianças”. Devido ao número de assinaturas, esta petição terá obrigatoriamente de ser debatida pelo Parlamento.

“O sr. Secretário de Estado corre o risco de estar a ser conivente com a continuação da degradação da saúde e bem-estar” das crianças e jovens, disse ao PÚBLICO José Wallenstein, que aconselhou também João Costa a deixar “que o processo de discussão pública decorra com toda a normalidade”. “Espero que a petição não caia em saco roto. Apesar de tudo, quero acreditar que vivo numa democracia, onde os cidadãos têm direito à indignação e a expressarem os seus problemas”, disse o actor.


Nas declarações à TSF, João Costa afirmou também que o Governo “está muito receptivo” para analisar a petição “com o maior cuidado”. “Só uma decisão política e a existência de legislação pode pôr fim a este problema, que está detectado desde 2003, mas nunca foi resolvido”, frisa Wallenstein.

Na petição que foi entregue nesta sexta-feira lembra-se que um estudo da DECO, realizado em 2003, dava conta de que mais de metade das crianças do 5.º e do 6.º anos de escolaridade transporta peso a mais nas suas mochilas escolares. Foram pesadas 360 crianças e as respectivas mochilas escolares, em 14 escolas públicas e privadas.

“Os nossos filhos não podem andar com o mundo às costas”, refere-se na petição, onde também se lembra que “as crianças que transportam regularmente peso excessivo às costas são as que têm mais probabilidade de desenvolver deformações ao nível dos ossos e dos músculos”. “Quanto mais pesada for a mochila, maior probabilidade de problemas de saúde terá”, alerta-se no documento, que conta com o apoio, entre outros, da Confederação Nacional das Associações de Pais, da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação, da Sociedade Portuguesa de Neuropediatria, da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia e da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral.


sns passa a disponibilizar oito medicamentos para tratar hepatite c

Os doentes com hepatite C vão passar a ter disponíveis no Serviço Nacional de Saúde (SNS) oito medicamentos para tratar a doença, depois de o Infarmed ter concluído negociações com quatro empresas para financiar o tratamento.

De acordo com um comunicado hoje divulgado pelo Infarmed — autoridade do medicamento — o organismo público “concluiu as negociações com quatro empresas para o financiamento do tratamento da hepatite C” e “na sequência destas negociações vão passar a estar disponíveis oito medicamentos distintos, três dos quais aprovados em 2017”.

O comunicado refere ainda que “foi obtida aprovação da utilização no SNS de um novo medicamento para o tratamento de todos os genótipos do vírus da hepatite C”.


“As condições negociadas são favoráveis, já que a concorrência gerada veio reduzir substancialmente os preços destes medicamentos, permitindo o tratamento de todos os doentes que deles necessitam e garantindo a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde”, acrescenta o documento.

Segundo dados do Infarmed já foram autorizados mais de 15 mil tratamentos, um número que excede as expectativas iniciais de 13 mil tratamentos em dois anos.

“A decisão de tratar todas as pessoas infectadas pelo vírus da hepatite C faz com que Portugal seja um dos primeiros países europeus, e mesmo a nível mundial, a implementar uma medida estruturante para a eliminação deste grave problema de saúde pública. A Organização Mundial de Saúde tem definido enquanto meta para 2030 uma redução de 90% de novas infecções crónicas e de 65% na mortalidade por estas doenças”, lê-se no comunicado.


idade de dispensa de trabalho dos médicos nas urgências pode crescer 10 meses

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, está a estudar a hipótese de aumentar em 10 meses a idade de dispensa de trabalho dos médicos nos serviços de urgência (SU) públicos.

Na Comissão Parlamentar de Saúde, onde esteve nesta sexta-feira a ser ouvido a pedido do PSD, para esclarecer os detalhes de um projecto-piloto anunciado para descongestionar os serviços de urgência, o governante admitiu que está a ser ponderada a hipótese de acrescentar 10 meses à idade de dispensa de trabalho dos médicos nos SU do Serviço Nacional de Saúde, tendo em conta o aumento da esperança de vida em Portugal.

Actualmente, os médicos podem optar por não trabalhar à noite nos SU a partir dos 50 anos, e, depois dos 55, podem pedir dispensa total do trabalho nas urgências. Estas regras estão instituídas desde 1979, mas, se os médicos assim o entenderem, podem continuar a trabalhar nos SU após os 55 anos.


A hipótese de acrescentar 10 meses aos actuais limites etários para o trabalho nas urgências terá mesmo sido debatida com o anterior bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, adiantou o ministro.

O problema de falta de médicos para assegurar as escalas dos vários serviços de urgência do país é antigo e tem-se agravado com a saída de muitos profissionais para o sector privado, para a emigração ou por reforma antecipada.

O recurso às empresas que fornecem “tarefeiros” tem, aliás, vindo a aumentar. De Janeiro a Novembro de 2016, representou um gasto superior a 95 milhões de euros, o valor mais elevado dos últimos quatro anos.